Oposição pede mudança interna no PT
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segunda-feira, 12 de setembro de 2005
Rodrigo Sais<br> Equipe da Folha 
Curitiba - Os quatro candidatos de oposição à reeleição do presidente estadual do PT, André Vargas, fizeram ontem um manifesto em Curitiba exigindo mudanças na política econômica do governo federal e criticando o modo como a sigla vem sendo conduzida pelo Campo Majoritário, aglutinado de correntes que controlam a direção do PT em nível nacional e também no Paraná. Participaram do manifesto os candidatos à presidente estadual da sigla Prof. Cafu, o deputado estadual Tadeu Veneri, o deputado federal Dr. Rosinha e o ex-prefeito de Maringá, João Ivo Callef.
Durante o manifesto, os quatro candidatos assumiram o compromisso de apoio mútuo caso algum deles chegue ao segundo turno das eleições internas do partido. As eleições do PT estão marcadas para o próximo domingo, mas caso nenhum dos candidatos obtenha mais de 50% dos votos válidos, um segundo turno será realizado no dia 9 de outubro.
Os candidatos criticaram a maneira como o Campo Majoritário vem conduzindo a sigla no Paraná. ''Alguns classificam como critério de sucesso o número de diretórios municipais organizados e a quantidade de novos filiados. Eu acredito que devemos é analisar a qualidade dos quadros que temos. O PT estadual foi muito permissivo, filiando pessoas que não têm história e compromisso com as idéias do partido. Além disso, a direção estadual permitiu alianças com partidos que são inimigos do PT, como o PFL e o PP'', afirmou Dr. Rosinha.
Candidato à reeleição, Vargas classificou as críticas de seus opositores como eleitoreiras. ''Quanto ao número de filiações, eu defendo que o PT seja um partido de massa, e não de segmentos. O PT tem que buscar sua representação junto à sociedade. Já quanto às alianças, eu só gostaria de ressaltar que o grupo político do próprio Dr. Rosinha pediu para o diretório estadual aprovar a aliança do PT com o grupo do deputado estadual Geraldo Cartário em Fazenda Rio Grande, sendo que o Cartário era do PSL e hoje está no PP, partidos que o Rosinha chama de inimigos'', afirmou Vargas.
Embora os candidatos de oposição à reeleição de Vargas tenham apresentado propostas semelhantes para o PT, eles preferiram não lançar uma candidatura única. ''Mesmo que tenhamos muitas semelhanças, a diversidade do PT permite que tenhamos quatro candidaturas similares. Há diferença no pensamento de cada corrente em relação ao modo que queremos chegar aos mesmos objetivos'', afirmou Veneri.


