Oposição pede auditoria no Banestado
Um grupo de 15 deputados estaduais da oposição vai pedir à Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado a realização de uma auditoria independente para verificar as contas apresentadas pelo governo do Estado no projeto de privatização do Banestado firmado com o Banco Central. A coleta de assinaturas está em fase final e os deputados pretendem enviar o documento nesta semana. A oposição não acredita que o rombo do Banco seja de R$ 4,1 bilhões como alega o secretário da Fazenda, Giovani Gionédis.
A aquisição de cerca de R$ 350 milhões em títulos podres dos estados de Santa Catarina, Alagoas e Pernambuco, e dos municípios de Osasco, Guarulhos e São Paulo, emitidos para o pagamento de precatórios.
Para o grupo, o Banestado não precisa ser privatizado. E que para o seu saneamento, haveria necessidade de uma injeção de R$ 2,4 bilhões e não de R$ 4,1 bilhões. Requeremos à Comissão de Assuntos Econômicos a instauração de uma auditoria independente para saber quem está com a razão, pede a representação.
A reportagem não conseguiu contato com o secretário da Fazenda, Giovani Gionédis. O secretário disse em entrevista recente à Folha que os números não surgiram de mágica como acusa a oposição, mas de uma evolução de valores feita pelo próprio Banco Central em conjunto com técnicos do Banco.
PARANAGUÁ A empresa Milênio Armazéns Gerais Ltda, de Cambé, está acusando a Superintendência do Porto de Paranaguá de tentar extorquir R$ 300 mil para o caixa da campanha eleitoral do governador Jaime Lerner (PFL). A denúncia foi feita ontem à tarde por Ângelo Vanhoni (PT) na Assembléia Legislativa. O deputado estadual apresentou cópias das reclamações ajuízadas em junho pelo dono da empresa, Vitalino Mafioletti, junto à 2ª subdivisão da Polícia Civil de Paranaguá, à Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa), e à Vara Cível do município.
A empresa de Mafioletti é parte interessada num processo de licitação instaurado pelo Porto, para terceirizar os serviços de estacionamento onde ficam caminhões. A licitação foi suspensa no último dia 30 de junho, um dia depois do suposto encontro entre o empresário e uma pessoa chamada Osmar, que se apresentou, conforme depoimento registrado na Polícia, como representante do superintendente da Appa, Ozires Stenghel Guimarães.
O procurador jurídico do Porto, Joaquim Tramujas disse que foi a Appa que pediu a instauração de inquérito policial para apurar as acusações. O procurador disse ainda que a suspensão da licitação não tem relação com o episódio.
Tramujas informou ainda que além da Milênio, a Andraus Engenharia e Construção Ltda também está habilitada para a licitação, que deverá ser retomada nos próximos dias. Um recurso impetrado pela Empresa Curitibana de Saneamento e Construção Civil (Empo), que não foi considerada habilitada, também suspendeu o processo, emendou. Tramujas acusou o ex-diretor do Porto de Paranaguá Joaquim Vanhoni, o irmão de Ângelo Vanhoni, de estar por trás da denúncia da Milênio.





