São Luís - A oposição maranhense à governadora Roseana Sarney tentará usar a repercussão da ação da Polícia Federal para ressuscitar a idéia de uma CPI para investigar os negócios dela e do marido, Jorge Murad. A nova motivação para a investida seria o fato – até agora desconhecido – de Roseana ter-se tornado sócia majoritária da Lunus Serviços e Participações em janeiro de 1999, pouco depois de assumir como governadora.
Para tomar posse, a governadora teve de apresentar sua declaração de bens e renda referente a 1998. Até então, a Lunus pertencia apenas a Murad e o atual gerente de Qualidade de Vida do governo do Maranhão, João Guilherme de Abreu, e, segundo declaração da Junta Comercial de março de 1996, possuía uma capital social de R$ 115.500. Em novembro de 2001, a Lunus já aparece com R$ 2.927.600 de capital, dos quais 82,5% nas mãos da governadora.

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