Oposição não quer que Emília assuma governo
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segunda-feira, 14 de maio de 2001
De Curitiba 
Uma possível viagem do governador Jaime Lerner (PFL) abre ainda outra brecha para os ataques do bloco de oposição: a vice, Emília Belinati (PTB), assumiria a chefia do Executivo, conforme prevê a Constituição Estadual.
Os deputados alegam que, depois de o marido ter sido preso acusado de desvio de recursos públicos, Emília não tem condições de permanecer no cargo nem de assumir o governo temporariamente. O ex-prefeito cassado de Londrina Antonio Belinati (sem partido), foi solto depois de passar seis dias preso no 2º Distrito Policial de Londrina. A vice diz que não há denúncia nenhuma contra ela e que vai permanecer no cargo. Emília argumenta que, nas 39 vezes que assumiu o governo do Paraná, nunca teve seus atos questionados nem mesmo pela oposição. A vice afirma que sempre exerceu o cargo com transparência.
Os deputados pretendem convocá-la nas próximas semanas. Ela deve estar querendo dar suas explicações, comentou o líder do PMDB na Casa, Nereu Moura.
Um grupo de deputados foi até o Ministério Público (MP) na tentativa de agilizar a ação que pede a saída de Emília. A oposição deu entrada com o pedido no ano passado, quando o mandato de Belinati foi cassado. De acordo com Nereu Moura, o MP está coletando mais documentos em Londrina.
A vice-governadora confirmou que vai mesmo deixar o PTB, mas prefere não comentar em que partido vai assinar ficha. Na semana passada, o presidente nacional do partido, José Carlos Martinez, deu prazo de uma semana para Emília pedir desfiliação por conta do episódio em Londrina. (M.D.)


