A oposição está enfrentando dificuldades para articular a instalação de uma CPI na Assembléia Legislativa para investigar as operações feitas pela Banestado Corretora e Banestado Leasing com títulos públicos e debêntures. Até ontem, o requerimento de instalação da CPI só tinha o apoio de 11 deputados, cinco do PT e seis do PMDB.
A bancada do PMDB se reúne hoje com o presidente regional do partido, Mário Pereira, para tentar fechar questão sobre o apoio à CPI. Nesse caso, os deputados Durval Amaral, Renato Adur, Sâmis da Silva e Cleiton Crisóstomo serão ‘‘obrigados’’ a subscrever o requerimento da CPI. Se o PMDB fechar questão, o deputado que não apoiar poderá ser enquadrado no artigo 47 do estatuto do partido, correndo o risco de expulsão.
Durval Amaral, Sâmis da Silva e Cleiton Crisóstomo são o núcleo governista dentro da bancada do PMDB e resistem em assinar o pedido de instalação de uma CPI que o Palácio Iguaçu não quer ver funcionando. Renato Adur não apóia a CPI por questões familiares. Seu irmão, Ademir Adur, é um dos sócios da Divalpar Distribuidora de Títulos e Valores Imobiliários, que negociou R$ 23,8 milhões dos R$ 274,6 milhões de títulos de Alagoas e Santa Catarina comprados pela Banestado Corretora.
Se o PMDB conseguir fechar as dez assinaturas, a oposição ainda vai precisar do apoio de outros três parlamentares.
Com a garantia da maioria na Assembléia, o líder do governo, deputado Valdir Rossoni, faz pouco da iniciativa da oposição. ‘‘Não se instala CPI com base em denúncias anônimas, como as que foram apresentadas pela oposição’’, afirmou.

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