Oposição não concorda com decisão
Curitiba - A transferência dos procedimentos para Curitiba desagradou a oposição principalmente porque alguns integrantes da CPI acreditam que possa se tratar de uma estratégia para blindar parlamentares do PMDB. Pelo menos dez políticos do partido estão sendo investigados na Lava Jato, entre eles Eduardo Cunha (presidente da Câmara), e Renan Calheiros (presidente do Senado) e, ao vir para Curitiba, as oitivas teriam menos repercussão do que se fossem realizadas na capital federal.
Segundo Ivan Valente (PSOL- SP), a "maioria" decidiu sobre a vinda até Curitiba para ouvir os presos. "Tem algumas divergências que ainda temos que conversar. É que maioria quer assim e o Eduardo Cunha (PMDB-RJ), presidente da Câmara (e investigado na Lava Jato) também. Que eles (presos) sejam ouvidos até a primeira quinzena de maio", disse.
Esses depoimentos que serão organizados em Curitiba envolvem duas peças-chave que teriam ligações com o PMDB segundo as investigações e as delações premiadas de Alberto Youssef e Paulo Roberto Costa, ex-diretor de Abastecimento da Petrobras. Segundo os investigadores, Fernando Soares, o "Baiano", seria o operador do partido no esquema de desvios de recursos públicos, e Nestor Cerveró seria o representante da sigla dentro da estatal. Os dois e suas defesas negam as acusações. (R.C.Jr.)





