Brasília- O governo vai enviar sua proposta de reforma da Previdência ao Congresso até o fim do mês de abril, afirmou ontem o ministro da Previdência, Ricardo Berzoini, durante encontro com os integrantes da comissão da reforma da Previdência e mais tarde com os líderes da base governista. Porém, os partidos aliados ao Palácio do Planalto deixaram claro ao ministro que não estão dispostos a dar um cheque em branco ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva no que se refere à reforma da Previdência. E mais: pediram ao ministro que seja retirado de pauta o projeto de lei que cria fundos de previdência complementar para os futuros servidores públicos - conhecido como PL 9.
''Obviamente o PL 9 não é a reforma previdenciária. A reforma é mais ampla e depende de mudança constitucional'', observou o ministro. Para vencer as resistências ao projeto, o governo já decidiu apresentar uma proposta de emenda que deixa a cargo da União, dos Estados e dos municípios a definição de como será feita a complementação das aposentadorias dos servidores que ganharem acima do teto do INSS, hoje de R$ 1.561. Com a nova redação, o governo acredita que será possível votar a proposta antes da Semana Santa.
No encontro com os líderes, Berzoini argumentou que o projeto não pode ser ''um gesso'' às prefeituras, governos estaduais e União. ''Cada uma dessas instâncias vai buscar a forma e o melhor plano para os seus servidores', disse.

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