Salvador- Parlamentares da oposição voltaram à carga pedindo a apuração do escândalo da escuta telefônica ilegal, ontem, na reabertura dos trabalhos da Câmara de Salvador e da Assembléia Legislativa da Bahia. Na Câmara Municipal, ocorreu discussão e empurra-empurra entre vereadores do PT e PC do B e seguranças, que não permitiram a entrada de um telefone grampeado de isopor que as oposições usam nas manifestações públicas.
Os parlamentares pretendiam constranger o prefeito Antonio Imbassahy (PFL), ligado ao senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA), na reabertura dos trabalhos legislativos. Nessa sessão, somente o prefeito discursa, de acordo com as normas. Os opositores pretendiam entrar na galeria do plenário com o telefone e cartazes lembrando o escândalo do grampo, mas foram impedidos por ordem do presidente da Casa, Émerson José (PFL). Ainda tiveram o telefone de isopor confiscado.
Na Assembléia Legislativa, a bancada de oposição compareceu em massa para dar quórum na sessão de Quarta-Feira de Cinzas, que, tradicionalmente, não se realiza pela ausência dos parlamentares. Os deputados estaduais cobraram a instalação da comissão parlamentar de inquérito (CPI) do grampo, argumentando que o prazo legal de seis dias após a indicação dos membros tinha vencido.

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