Curitiba - Os primeiros cinco meses de trabalho da atual Assembléia Legislativa, demonstra que o resultado apertado da eleição de outubro passado ao Governo do Paraná deixou reflexos. A base de apoio ao governador reeleito, Roberto Requião (PMDB), protocolou cinco Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs) só no primeiro dia de trabalho, em fevereiro. O alvo de uma cas CPIs foi oprefeito de Curitiba, Beto Richa (PSDB), que apoiou o principal adversário de Requião nas urnas, Osmar Dias (PDT). Os temas das CPIs restantes se referiam à gestão anterior do Executivo (Jaime Lerner).
A estratégia, assumida na época pelo líder do Governo, Luiz Cláudio Romanelli (PMDB), era barrar qualquer CPI da oposição. Alegando falta de estrutura, o presidente da Casa, Nelson Justus (DEM), se manifestou contrário à instalação das CPIs, mas nem precisou se preocupar com o assunto: os parlamentares da base retiraram as assinaturas dos pedidos de CPIs dias depois.
Requerimentos foram a tônica do primeiro semestre. Requerimentos solicitando informações ao Executivo ou convocando autoridades para dar explicações sobre supostas denúncias entupiram a pauta da Casa. O líder do Governo orientou sua bancada a derrubar a quase totalidade dos requerimentos, alegando que prestaria as informações sem necessidade de colocar os pedidos em votação no plenário. A oposição cedeu em alguns casos, mas hoje reclama que não houve o retorno prometido. Parlamentares chegaram a apelar ao Ministério Público (MP) para obter dados.
Um grupo de parlamentares, a pedido do presidente, se formou para propor alterações no Regimento Interno. Em agosto, as propostas devem chegar ao plenário. As novidades, no entanto, são poucas. Itens como o fim da reeleição do comando da mesa executiva, o fim da estrutura de gabinete para parlamentares que estejam licenciados para exercer cargos públicos e a obrigatoriedade da divulgação das contas do Legislativo na internet não foram incluídos, até agora, no novo Regimento Interno.
Basicamente, serão acrescentados ao Regimento Interno já existente itens que tratam do funcionamento da TV da Casa, prevista para estrear no segundo semestre. As regras do painel eletrônico - para controlar a presença dos parlamentares nas sessões - também devem constar no Regimento Interno.
Durante o primeiro semestre, todas as mensagens enviadas pelo Executivo e apreciadas pelo Legislativo, foram aprovadas.

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