Oposição marca reunião para definir líder na AL
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terça-feira, 27 de fevereiro de 2001
Maria DuarteDe Curitiba 
O novo líder da bancada de oposição na Assembléia Legislativa do Paraná será escolhido no início de março. O atual, Orlando Pessuti (PMDB), pretende reunir-se com os 14 integrantes do bloco no dia 6. Desde a reabertura dos trabalhos, no dia 15, a oposição concentrou energias no combate à venda da Copel, não sobrando muito tempo para costurar acordos e consenso.
Três nomes estão no páreo: o líder do PDT, Luiz Carlos Zuk; Waldyr Pugliesi (PMDB) e José Maria Ferreira (PSDB), indicado por colegas. Irineu Colombo (PT) disse que o partido abriu mão do posto, porque já compõe a mesa executiva (ele é segundo vice-presidente), e além disso ficará com a presidência da Comissão de Educação. A comissão sai das mãos de Colombo e deve ficar com Ângelo Vanhoni (PT). A liderança do partido permanece com Hermes Fonseca.
A Liderança da Oposição foi criada em outubro de 1999, por acordo da oposição com a mesa executiva da Casa, que possibilitou a eleição de Nelson Justus (PTB) presidente, depois da morte de Aníbal Khury, em agosto de 99.
Pelo acordo, cada ocupante fica no cargo por seis meses. Pessuti assumiu em setembro do ano passado. Portanto, deve passar o bastão em março. O primeiro foi Edgar Bueno (PDT), seguido por Colombo e Pessuti. Os entendimentos têm sido fáceis. Não vamos partidarizar o posto, que pode tanto ir para as mãos de outro partido como continuar com o PMDB, comentou Pessuti. Em ano pré-eleitoral, a função ganha reforço.
Outro assunto que deve dar o que falar na Assembléia nos próximos dias é o projeto de autoria do presidente da Casa, deputado Hermas Brandão (PTB) determina que o governo do Estado publique no Diário Oficial do Estado os pagamentos efetuados pela administração direta ou indireta. O projeto, de número 444/99, foi aprovado em primeira discussão na sessão ordinária da última quinta-feira.
O artigo primeiro do projeto estabelece que o Executivo fica obrigado a publicar do Diário Oficial do Estado, no prazo de trinta dias de sua efetivação, todos os pagamentos realizados pelos seus órgãos da administração direta e indireta do Estado, a qualquer título.
O deputado justifica que o objetivo é dar respaldo à administração pública na execução do orçamento. Por motivos diversos são levantadas suspeitas nos pagamentos efetuados pelo Estado, sem que tais boatos tenham qualquer fundamento. Prevalece a versão dos fatos sobre a verdade, argumenta. Com a publicação no DOE de todos os pagamentos feitos pela administração pública (a qualquer título) sugere o deputado a transparência estará a salvo da maledicência.
O projeto precisa ter sua redação final aprovada na Assembléia, para depois ser apreciado pelo governador Jaime Lerner (PFL), que pode decidir vetá-lo.


