Oposição mantém obstrução a projeto sobre Banestado
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quinta-feira, 17 de agosto de 2000
Rubens Burigo Neto De Curitiba 
Sem a necessidade de retirar-se do plenário, e de maneira indireta, a oposição na Assembléia mais uma vez conseguiu adiar a primeira votação do projeto para manutenção das contas do governo no Banestado por cinco anos depois da privatização. Ontem pela manhã não houve quórum (apenas 15 deputados comparecerem) nem sessão. O projeto enviado pelo governador Jaime Lerner (PFL) voltará à pauta somente na segunda-feira.
A polêmica prende-se ao fato de que a lei deve, por exigência do BC, fazer parte do edital de venda do Banestado que deverá ser publicado obrigatoriamente até o dia 30. O governo tem demonstrado que está preocupado com a tramitação do projeto. O secretário Giovani Gionédis está insistindo para que ele seja aprovado logo, revelou o presidente Nelson Justus (PTB).
O líder do governo, Valdir Rossoni (PTB), discorda. Não tem prazo para que o projeto seja aprovado, isso pode acontecer até o dia da privatização (17 de outubro). Não entendemos por que a oposição está obstruindo uma iniciativa que vai valorizar o preço de venda do Banestado, criticou. Apesar da tentativa em não confirmar a pressa do Executivo, Rossoni acionou assessores para contatar com todos os deputados, pedindo que não faltem às próximas sessões. A iniciativa foi nossa, garantiu, negando a informação que circulou ontem no Centro Cívico, de que o Palácio Iguaçu havia solicitado a medida.
Nereu Moura, líder do PMDB, comemorou. Hoje (ontem) o governo jogou no nosso time. Nosso remédio são as manobras para recompor as forças contrárias à venda do banco, afirmou. Ele sustenta a versão de que a exigência sobre as contas teria sido feita por bancos interessados na compra do Banestado.
O governo assegura que a lei quer valorizar o patrimônio do banco e que, com as contas, o valor da venda subiria. Não temos como dimensionar o valor que será depositado pelo governo nos próximos meses. O governo deveria fazer uma licitação para verificar as melhores condições e vantagens não só para o Estado, mas também para os funcionários públicos que recebem seus salários através do Banestado, discorda Moura.
Ontem Rossoni anunciou que o secretário da Fazenda, Giovani Gionédis, na próxima quarta-feira pela manhã (no auditório da secretaria), vai estar à disposição dos deputados para esclarecer as dúvidas sobre o processo de privatização.


