Na mesma hora em que os governadores aliados do Planalto estiverem reunidos hoje em São Luís (MA), para condenar a suspensão do pagamento da dívida de Minas Gerais, dirigentes dos quatro partidos de oposição (PT, PDT, PSB e PCdoB) lançarão, em Brasília, uma campanha de apoio à moratória, pela redução das taxas de juros, mais emprego e produção. A idéia é criar um fato político que se contraponha ao movimento dos aliados do presidente Fernando Henrique Cardoso, demonstrando solidariedade à iniciativa do governador de Minas, Itamar Franco (PMDB), que levantou uma bandeira da oposição.
‘‘A dívida dos Estados é um mico e queremos abrir a renegociação’’, afirmou o presidente do PT, José Dirceu. Na interpretação do presidente do PDT, Leonel Brizola, Fernando Henrique ‘‘jogou a toalha’’ ao telefonar para o governador do Rio, Anthony Garotinho, na noite de sábado, mostrando disposição para o acordo. ‘‘Ele está tentando encontrar uma saída lateral para não dizer que entregou os pontos’’, argumentou.
Para o presidente de honra do PT, Luiz Inácio Lula da Silva, se não houver um novo pacto federativo o governo acabará transformando o problema em uma guerra entre a União e os Estados. Lula disse que na reunião desta terça-feira, às 14 horas, serão discutidas propostas para levar ao encontro dos sete governadores do grupo de oposição, marcado para o dia 18, em Belo Horizonte (MG).

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