Oposição insiste em ação contra Emília
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quarta-feira, 17 de maio de 2000
Lucilia Okamura e Lino Ramos 
O deputado Irineu Colombo (PT) disse ontem em Londrina que o grupo de oposição na Assembléia Legislativa deve propor na Justiça uma ação cautelar para impedir que a vice-governadora, Emília Belinati (PTB), assuma o comando do Palácio Iguaçu na ausência do governador Jaime Lerner (PFL). O motivo é acusação do Ministério Púbico (MP), de que a vice-governadora foi beneficiada pelo esquema de corrupção na prefeitura de Londrina. Moralmente a consideramos impedida de assumir o cargo, agora queremos impedi-la judicialmente, afirmou Colombo, líder da bancada de oposição.
Oito deputados oposicionistas se reuniram ontem de manhã com os promotores Bruno Galatti, Solange Novaes Vicentin e Cláudio Esteves responsáveis pelas investigações sobre o chamado Caso AMA-Comurb e à tarde estiveram na Câmara, onde conversaram com os vereadores e ouviram o ex-diretor da Comurb, Eduardo Alonso e o publicitário Waurides Brevilheri Júnior, réus e testemunhas nas investigações. As principais irregularidades investigadas até agora pelo MP são o desvio de recursos públicos por meio de licitações fraudulentas para pagamento de despesas da campanha eleitoral de 98.
O grupo levou documentos do MP e das testemunhas e na próxima semana pretende estudar as medidas contra a vice-governadora. Eles também obtiveram cópias de documentos na 6º e 8ª Varas Cíveis de Londrina, onde tramitam ações sobre o esquema de corrupção em Londrina. Na avaliação dos deputados, Emília Belinati poderá interferir negativamente nas investigações se voltar a ocupar interinamente o cargo de governadora.
Sobre a situação do deputado estadual Antonio Carlos Belinati (PSB), também investigado pelo MP por ter se favorecido com dinheiro público, Colombo disse que está sendo estudado o pedido de formação de uma Comissão Especial de Inquérito (CEI) para analisar o caso. Quem sabe depois iremos pedir uma Comissão Processante, observou. Parte do dinheiro desviado dos cofres públicos teria sido usado para o pagamento de marmitas para cabos eleitorais de Antonio Carlos, durante a campanha eleitoral em 98.
Em relação a Emília Belinati, a promotoria comprovou que o empresário Cassimiro Zavierucha, o Carlos Júnior caixa-forte de campanha do prefeito Antonio Belinati (PFL), efetuou pelo menos quatro depósitos na conta da vice-governadora, um de R$ 11 mil.


