Curitiba - O ex-ministro da Integração Nacional e pré-candidato a deputado federal pelo PSB cearense, Ciro Gomes, declarou, ontem, em Curitiba, que acredita na reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e que irá apoiá-lo. Ele participou do IV Fórum Sul-Brasileiro do Setor Plástico, onde falou aos empresários sobre os ''Horizontes para o Brasil depois das Eleições''.
''A oposição foi com muita sede ao pote e contou toda história antes da hora'', afirmou Ciro Gomes referindo-se às denúncias do mensalão. Para ele, se o escândalo viesse à tona agora, a situação de Lula se complicaria. ''O Lula está levando pancada de todo o jeito e o povo está dando indicação de que irá elegê-lo novamente'', disse o ex-ministro ao reforçar a estratégia fracassada de tentarem derrubar o presidente fora do ''universo popular''.
Ciro Gomes concorda com a necessidade de discussão do ''malfeito ético''. Mas, defende o debate em torno da responsabilidade funcional do presidente sobre o caixa 2. ''Não é absurdo ele (Lula) não saber (do mensalão). A questão é apurar se teve ou não responsabilidade. E, se teve, deve ser punido por isso'', ponderou.
Para Ciro Gomes, a distinção de Lula em relação aos outros candidatos é que o conjunto da sociedade se identifica com a história de vida do metalúrgico que virou presidente. Mas, além do aspecto de identificação pessoal, o ex-ministro, também, elogiou os resultados das políticas do atual governo. Um dos exemplos citados foi o Bolsa Família que, para ele, é visto com maus olhos por muita gente, mas que hoje beneficia 100% das pessoas abaixo da linha da pobreza.
O ex-ministro acredita que o cenário econômico que se projeta para 2007 é, por um lado, bom por conta, principalmente, do superávit de US$ 40 bilhões, e, por outro lado, ruim em função da contração da liquidez internacional, que afeta a economia interna. Segundo Ciro Gomes, o Brasil deve crescer de 3,5% a 4% no próximo ano.

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