Oposição faz acusação contra prefeito
Paulo WolfgangBattisleti e Spadrezani, na Folha: denúncias de desvio de verbaOs vereadores de Jardim Alegre (115 km ao sul de Apucarana) Benedito de Jesus Battisleti (PDT) e Luiz Gilberto Spadrezani (PFL) denunciaram o prefeito Osmir Miguel Braga (PSDB) ao Ministério Público (MP) e à polícia. Eles acusam o prefeito de desvio de dinheiro público.
De acordo com Battisleti e Spadrezani, que estiveram na Folha, o prefeito teria adulterado valores de notas fiscais. Eles fazem oposição a Braga e apresentaram um resumo de notas empenhadas e cópias de notas fiscais que corresponderiam aos números discriminados no empenho para comprovar a denúncia.
As cópias de algumas notas, apesar de terem o mesmo número das do empenho não trazem a Prefeitura de Jardim Alegre como compradora dos produtos. Em alguns casos, outras prefeituras do Estado aparecem nas notas. ‘‘Notas foram falsificadas e seus valores foram aumentados’’, afirmaram os vereadores.
Eles disseram ainda que algumas firmas contratadas pela prefeitura são frias. Uma delas consta como ‘‘falida’’ em documento obtido pelos vereadores na Junta Comercial do Paraná. No empenho da prefeitura, a empresa aparece como tendo prestado serviços de R$ 6,8 mil ao município.
Segundo Spadrezini, ‘‘Jardim Alegre está triste’’ com as denúncias. Ele e Battisleti tentaram criar uma Comissão Especial de Inquérito para apurar as denúncias, mas não conseguiram. O prefeito tem maioria na Câmara e o placar foi de seis contrários e apenas três a favor – incluindo Claudemir Lange (PDT).
Os vereadores esperam que as denúncias sejam investigadas pelo MP e pela polícia. O Ministério Público de Ivaiporã, que atende Jardim Alegre, recebeu pedido de providências dos vereadores para investigação e remeteu os documentos ao Centro de Apoio de Proteção ao Patrimônio Público, em Curitiba.
A Polícia de Ivaiporã também foi acionada. O delegado regional, Aparecido Antônio Gregório, informou à Folha que está realizando uma investigação preliminar sobre o caso e aguarda documentos requisitados à Câmara, à prefeitura e ao Tribunal de Contas para avaliar se as denúncias serão ou não alvo de inquérito.
O prefeito disse que as denúncias têm cunho político e foram feitas agora por causa das eleições. Ele nega as acusações e afirmou que irá responder a todos os questionamentos. ‘‘Eu nem fui ouvido ainda’’, afirmou. Braga disse que seus adversários fizeram outras denúncias contra ele que acabaram arquivadas por falta de provas.
Ele também afirmou que já acionou os adversários e questiona a conduta dos denunciantes. Os dois vereadores, segundo o prefeito, fizeram concursos públicos na Câmara e contrataram parentes. Braga informou ainda que Battisleti, como presidente do Legislativo, assinou notas em nome da prefeitura sem autorização e tem dois CPFs. (P.Z.)

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