Oposição faz acordo para levar Delazari e irrita ex-líder
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terça-feira, 13 de outubro de 2009
Catarina Scortecci<BR>Equipe da Folha 
Curitiba - O secretário de Estado da Segurança Pública, Luiz Fernando Delazari, irá no próximo dia 27 à Assembleia Legislativa para dar explicações aos parlamentares sobre os números da violência. A data é resultado de um acordo feito ontem pela manhã entre o presidente da Casa, Nelson Justus (DEM), o líder da base aliada, Luiz Cláudio Romanelli (PMDB), e o líder da oposição, Élio Rusch (DEM). Mas o acordo não agradou todos. De acordo com o deputado estadual Valdir Rossoni (PSDB), ex-líder da oposição, o requerimento que obrigava a visita do secretário deveria ser votado no plenário, independente de um acordo político. O Delazari não merece ser convidado. Ele não merece a benevolência do Legislativo, disse Rossoni.
Até então, todos os requerimentos que solicitavam a presença do secretário na Casa foram barrados pela liderança da situação. O último requerimento do tipo, contudo, ganhou adesão até mesmo de peemedebistas. A necessidade da presença do secretário na Casa ganhou força após a chacina ocorrida no início do mês, no bairro Uberaba, em Curitiba. O requerimento recebeu 31 assinaturas, três a mais do que o mínimo necessário para o pedido chegar à votação no plenário. A votação ocorreria ontem, se não fosse o acordo anunciado.
Para a liderança da situação, a aprovação de uma convocação representaria desgaste político, daí o acordo. Já a oposição, mesmo demonstrando força suficiente para receber o aval do plenário na votação do requerimento, teria preferido assegurar a ida do secretário. Rusch conta ainda que o acordo garante que Delazari seja sabatinado pelos parlamentares no plenário, aberto ao público e à imprensa, e não dentro de uma sala fechada, como ocorreu da última vez que o secretário aceitou ir à Casa para falar sobre segurança pública. Rusch também sustenta que, ao fazer o acordo, atende a um apelo do presidente da Casa.
Justus sinalizou que não pretende recuar, apesar da insistência do tucano. O requerimento perdeu seu objeto, não faz mais sentido votá-lo, afirmou ele. O bate boca ocupou a maior parte da sessão plenária de ontem.
Por causa da vaidade do Rossoni, a gente pode até votar o requerimento. Se o ego dele é maior do que o respeito que ele tem pelo seu líder da oposição, então nós votamos, provocou Romanelli. Eu assinei o requerimento e não vou retirar minha assinatura. Regimentalmente, tenho direito de pedir a votação do requerimento, devolveu Rossoni.
O tucano acrescenta que respeita o espírito conciliador do líder da oposição, mas que reprova o comportamento do secretário. Por que ele não vem amanhã? Por que temos que esperar 15 dias? Vamos parar de brincadeira. Vejam se ele tem linguajar de secretário. Ele não respeita ninguém, atacou Rossoni, em referência à declaração de Delazari da semana passada, que chamou os parlamentares de abutres quando questionado pela imprensa sobre a possibilidade de ir ao Legislativo.
Rusch reforçou a crítica em relação à declaração de Delazari. Ele foi muito infeliz. Ele falou que fazemos politicagem em cima da chacina, mas é ele quem faz ao tentar desviar o foco. É a sociedade quem quer uma explicação, disse o líder da oposição.


