Curitiba - O tema segurança pública foi um dos mais criticados no debate. ''Na segurança nós temos um problema sério. Porque a propaganda do atual governo diz que nunca se investiu tanto na segurança do Paraná. Mas os índices dizem o contrário'', respondeu Osmar Dias para Luis Felipe Bergmann, em referência aos últimos dados divulgados pelo Ministério da Justiça. ''Nós vimos nos noticiários dos últimos dias um policial civil abrigado na Casa Civil, como assessor do Palácio Iguaçu, que grampeava telefones e fazia escutas clandestinas'', continuou o pedetista em referência ao policial civil Délcio Rasera, preso preventivamente desde o último dia 5 e denunciado pelo Ministério Público por escutas clandestinas e porte ilegal de armas de uso restrito.
No segundo bloco do debate, Osmar perguntou diretamente a Requião sobre segurança pública. ''No que o seu governo fracassou?'', disparou Osmar, ao comentar que três municípios paranaenses estariam entre as cinco cidades brasileiras mais violentas ainda de acordo com os recentes dados do governo federal. Requião chamou de ''equivocados'' os números apresentados pelo Ministério da Justiça e mencionou projetos da sua gestão, como o Projeto Povo e a Patrulha Escolar. Requião também anunciou a promessa de criar a Patrulha Rural, caso seja reeleito, e não fez nenhum comentário sobre o ''caso Rasera''. ''Não é da noite para o dia, na véspera da eleição, que o nosso Paraná se transformaria na baixada fluminense'', afirmou Requião. Rubens também citou o ''caso Rasera'' em outra oportunidade.
Requião afirmou que contratou 4 mil novos policiais civis e militares e que o governo do Estado também adquiriu novos veículos, armas e coletes à prova de balas. Osmar disse que se tratava de uma ''fantasia'' e qualificou como ''pífio'' o investimento na área. ''Inclusive o próprio governador assumiu a Secretaria de Segurança Pública quando assumiu o governo do Estado. Mas quando viu que não podia resolver o problema, porque não entendia do assunto, se demitiu, mas nomeou outro incompetente'', disparou Osmar. Requião pediu direito de resposta, mas a assessoria jurídica do debate entendeu que o candidato já havia tido oportunidade anterior para se defender, e não o fez. (C.S.)

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