Oposição envolve Lula na compra de dossiê
Brasília - A oposição transformou a sessão do plenário do Senado na tarde de ontem em palco para reagir à suposta compra do dossiê contra tucanos por filiados ao PT. O senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA) fez os mais duros ataques ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e aos envolvidos na compra do dossiê. ''O presidente se acostumou a andar com ladrão e não deixa esse hábito nunca'', criticou.
ACM também reagiu à afirmação de Lula que, no último sábado, acusou o senador baiano de ser um ''hamster''. Segundo ACM, Lula é um ''rato etílico que engorda com o dinheiro da nação''. O senador ocupou a tribuna do Senado por quase meia hora para disparar contra o presidente Lula. ''Civis, militares, advogados, médicos. Todos devem reagir contra um presidente que não se respeita e vive bêbado até na TV'', enfatizou ACM.
O presidente do PSDB, Tasso Jereissati (CE), disse que, enquanto o governo não esclarecer a origem do R$ 1,7 milhão que seria usado para comprar o dossiê, o presidente Lula está sob suspeita de utilização indevida de recursos públicos. Já o líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM), acusou o presidente do PT, Ricardo Berzoini, de ter conhecimento da compra do dossiê. ''É impressionante a capacidade do PT de piorar o que está ruim e cavar ainda mais o fundo do poço. Esse crime foi feito por gente da cozinha do Palácio do Planalto'', enfatizou. Virgílio fez um alerta à população sobre a necessidade de reflexão na hora da escolha do novo presidente da República. ''Reeleger Lula seria um salto no escuro. Não diga o Brasil que não o alertamos com toda antecedência. Quem viver verá'', disse o senador. (Gabriela Guerreiro/Folhapress)





