Oposição do PMDB quer regular o horário eleitoral
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terça-feira, 29 de janeiro de 2002
Jô Pasquatto Agência Estado 
São Paulo Enquanto não sai a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre a troca do calendário eleitoral entre o PMDB e o PSDB, o grupo oposicionista peemedebista reage ao que considera mais um golpe da ala governista. Prevista para 3 de março, a convenção extraordinária do partido terá como objetivo reafirmar a candidatura própria e regulamentar o uso do tempo das inserções da legenda em rádio e TV.
O grupo, que tem no ex-governador de São Paulo Orestes Quércia um dos líderes, acredita na realização da reunião extraordinária, pois já teria garantido os votos de um terço dos 514 delegados partidário.
O grupo, agora, trabalha para conseguir a maioria absoluta (50% mais um) para votar o pacote de medidas que fortalecerá uma futura candidatura própria. Se não conseguirmos, é um sinal de que o PMDB não quer ter candidato próprio para disputar a sucessão presidencial, disse um assessor de Quércia.
O presidente nacional do partido, deputado federal Michel Temer (SP), que negocia com os tucanos a troca do horário eleitoral gratuito - o PSDB ficaria com as datas do PMDB em março, que faria as inserções em maio -, garante que se houver número necessário de assinaturas para convocar uma convenção extraordinária, ela será convocada.


