Oposição diz que Lula terá ''troco'' em 2006
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quinta-feira, 29 de abril de 2004
Agência Folha 
Brasília - As principais lideranças dos partidos que fazem oposição ao governo Lula no Congresso adotaram discursos similares para criticar o reajuste do salário mínimo, que passará a valer R$ 260 a partir do próximo sábado. ''O único cargo que queremos é o seu, presidente, em 2006, pelo voto'', afirmou o líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM). ''Peço ao senhor presidente que me prove que não pode dar mais que R$ 280. Se fizer isso, voto a favor do governo. Voto a favor do governo se ele (Lula) for à TV para fazer uma autocrítica e dizer que era delirante e cometeu um equívoco (ao criticar governos anteriores).''
''Felizmente, estamos numa democracia e faz sentido a contagem regressiva. Faltarão, a contar de 1º de maio, 987 dias para o fim da experiência infeliz do governo Lula'', disse o presidente do PFL, senador Jorge Bornhausen (SC). ''Sem dúvida, em 2006 colocaremos fim aos fracassos e escândalos do governo Lula'', disse. ''É necessário que o governo venha à público para fazer autocrítica ou falar que dava para dar um aumento maior e que é perverso e mau'', disse o senador Tasso Jereissati (PSDB-CE).
O líder do PFL na Câmara, deputado José Carlos Aleluia (PFL-BA), afirmou que ''o novo salário mínimo exige que o presidente Lula vá em cadeia nacional pedir desculpas à população''. ''Tenho certeza de que Lula não poderá dormir tranquilo. Nem ele e nem os que recebem esse salário mínimo. Eles prometeram dobrar o salário mínimo e não conseguem nem recuperar o poder de compra. Já o salário-família é um equívoco. Estimula o crescimento da população. Também ilude quem recebe salário mínimo e não tem salário-família porque com esse salário nem pode ter uma família'', disse Aleluia.
Expulso do PT no ano passado, o ''ex-radical'' da sigla Babá (sem partido-PA) disse que o anúncio ''foi uma tentativa de enganar a população''. ''Continua o Lulinha paz e amor com os banqueiros e o Lulinha ódio no coração para os trabalhadores. É lamentável. Lula deveria pensar muito naquela vaia que levou em São Bernardo do Campo (SP) na semana passada. Ele deve estar levando hoje uma vaia de todos os trabalhadores do país.''


