Oposição diz que já recolheu assinaturas para a CPI do MST
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sexta-feira, 09 de outubro de 2009
Rosa Costa<br>Agência Estado 
Brasília - A CPI Mista para investigar as fontes de financiamento do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) foi ressuscitada ontem, com o apoio de 33 senadores e 172 deputados, muitos deles criticando a ação de integrantes do movimento que destruiu pés de laranja de fazenda usada pela Cutrale no interior de são Paulo, esta semana. O deputado Nelson Marquezelli (PTB-SP) se declarou ''abismado'' com a ocupação da fazenda, vizinha a outra de sua propriedade. ''Foi uma provocação, um absurdo numa propriedade tida como padrão internacional de produção'', disse.
A expectativa do deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS), que coordenou a coleta de assinaturas, é a de obter, até terça-feira (13), o apoio de 180 integrantes da Câmara. O número corresponde a nove assinaturas além das 171 necessárias.
A coleta de novas assinaturas na Câmara tornou-se necessária depois que o Planalto convenceu 45 deputados - 18 deles da bancada ruralista, mas integrantes da base aliada - a recuar da decisão de apoiar uma investigação interior.
Marquezelli, que recuara diante da pressão, voltou a defender a CPI. ''Mas agora, nem se Jesus Cristo pedir, eu retiro minha assinatura'', afirmou. ''É inegável que o episódio da destruição dos laranjais paulistas impulsionou a CPI'', disse. ''Temos deputados ligando de todas as partes do País pedindo para assinar o requerimento de criação da comissão''.
Com o requerimento prejudicado, a senadora Kátia Abreu (DEM-TO) teve de colher novamente as assinaturas dos colegas do Senado. Na Casa, a formalização de CPIs se dá com o apoio de pelo menos 27 senadores. Os parlamentares do DEM devem protocolar o documento na quarta-feira.
De acordo com Lorenzoni, entre as várias entidades que atuam como braços do movimento, que funciona sem dispor de registro jurídico, as mais conhecidas são a Associação Nacional de Cooperação Agrícola (Anca), Confederação das Cooperativas de Reforma Agrária (Concrab) e o Instituto Técnico de Capacitação e Reforma Agrária (Iterra).
Em 2005, o Tribunal de Contas da União (TCU) mandou que essas entidades devolvessem aos cofres da União R$ 14,9 milhões obtidos em convênios suspeitos com vários órgãos públicos.


