A oposição entra hoje no Conselho de Ética e Decoro Parlamentar do Senado com uma representação que obrigará os integrantes do órgão a se manifestarem sobre as denúncias contra presidente da Casa, Jader Barbalho (PMDB-PA), no desvio de recursos do Banpará. O senador Paulo Hartung (PPS-ES), informou ontem que o conselho só deve se pronunciar em agosto, no retorno dos trabalhos do Legislativo. Ainda assim, ele disse considerar a iniciativa ‘‘oportuna’’ porque vai demostrar à sociedade vontade política para elucidar o caso.
Este é esse o primeiro passo para instalação do processo que pode levar à cassação de Jader. Para defendê-lo, seus aliados no conselho teriam que rebater todas as acusações existentes no relatório do Banco Central sobre o caso Banpará.
O conselho também será acionado a pedir ao BC os relatórios e auditorias realizadas no Banpará de 1984 a 1987, quando Jader era governador. O líder do PT, José Eduardo Dutra (SE), lembrou que o requerimento disponibilizar esses documentos só será votado em agosto na CCJ e só será votado em agosto, graças a um acordo fechado pelos líderes em junho.
O pacote contra Jader prevê outras duas ações: forçar a reunião da maioria dos membros da Comissão Representativa à revelia do próprio senador; e os líderes pedirem a Jader que se licencie da presidência. Ambas as idéias encontrarão dificuldades para prosperar.

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