Os cinco vereadores que fazem oposição ao prefeito de Toledo (região Oeste), Derli Donin (PPB), estiveram na terça-feira no Ministério Público (MP) do município protocolando um pedido para que sejam apuradas denúncias de licitações irregulares. Os vereadores decidiram procurar a Promotoria da Defesa do Patrimônio Público porque não conseguiram a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), na Câmara Municipal, por falta de votos.

Segundo o grupo, que falou com o promotor Fuad Chafic Faraj, as licitações teriam sido direcionadas para favorecer pessoas ligadas ao prefeito. Os vereadores solicitaram que fossem realizadas ações judiciais cabíveis para responsabilizar os beneficiados.

O vereador Elton Welter (PT) disse que o processo licitatório 012/2000, que definiu a locação de um imóvel para a instalação de um centro de esportes, foi dirigido para favorecer duas pessoas próximas ao prefeito, sendo um deles sócio de Derli em uma propriedade rural. ''O imóvel deles era o único na cidade que atingia as exigências do processo de licitação. Entre elas, a de que o prédio deveria ter no mínimo 2.500 metros quadrados'', afirmou.

Outra denúncia apresentada ao promotor Fuad Chafic Faraj trata da participação de um secretário em processo licitatório realizado em 1997. O objetivo da licitação era o repasse de mercadorias para a prefeitura e foi vencida pela empresa pertencente à família desse secretário acusado. ''A legislação municipal proíbe que servidores ou dirigentes de órgãos participem direta ou indiretamente de processos licitatórios'', disse Elton.

O assessor de governo da prefeitura, Any Refosco, argumentou que todas as denúncias são ''meramente políticas''. ''O vereador (Elton Welter) tem pretensões de se candidatar a deputado, por isso quer aparecer na mídia'', criticou. O assessor acrescentou que as denúncias sobre a participação de funcionários públicos no processo de licitação já havia sido protocolada no Tribunal de Contas.

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