Curitiba - A oposição acredita que indícios de corrupção no Executivo têm provocado o aumento do controle das despesas por parte do governador. Dois recentes episódios reforçariam a tese da oposição. É que Requião, via decreto, resolveu se responsabilizar em março passado pela autorização das compras de tipos específicos de medicamentos. A mudança teria ocasionado atraso na entrega dos medicamentos à população. Os oposicionistas acreditam que Requião pretendia barrar supostas irregularidades dentro da Secretaria de Saúde. Já em relação ao maior controle de despesas da Sanepar, previsto no decreto 848, a oposição lembra que recentemente a companhia foi alvo de denúncias ligadas a aditivos concedidos a empresas.
''O governador parece desconfiar que está cercado de corruptos, mas como não tem coragem de demitir os suspeitos está inviabilizando a administração pública do Estado'', afirmou o líder da Oposição na Assembléia Legislativa, Valdir Rossoni (PSDB). O tucano disse que, num Estado com um orçamento de cerca de R$ 17 bilhões, ''parece brincadeira'' que os secretários de Estado só tenham autonomia para gastar até R$ 100 mil sem pedir permissão a Requião. ''A situação é ridícula porque emperra toda a máquina administrativa, pois qualquer despesa maior precisa passar pelo governador, que terá o seu tempo todo ocupado esquadrinhando milhares de autorizações de despesas''. O secretário-chefe da Casa Civil, Rafael Iatauro, avisou via assessoria de imprensa que também não falaria sobre o decreto. (C.S.)

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