Oposição considera atuação de senador Peres ''heróica''
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quinta-feira, 03 de maio de 2001
Agência Folha De Brasília 
O senador Jefferson Peres (PDT-AM) foi a grande estrela da acareação. Mesmo senadores da base governista reconheceram que ele encurralou os senadores Antônio Carlos Magalhães e José Roberto Arruda. Para a oposição, que temia o fracasso da audiência, a participação de Péres foi nada menos que heróica.
O Jefferson foi perfeito. Contundente, direto ao ponto, cortante. A oposição tem de dar os parabéns a ele, disse o deputado federal José Genoino (PT-SP), um dos muitos que acompanharam a acareação na sala. Peres foi o segundo a falar, depois do relator, Saturnino Braga (PSB-RJ). A intervenção de Braga foi considerada branda por alguns senadores, sem explorar as contradições nos discursos do envolvidos. O corregedor-geral da Casa, Romeu Tuma (PFL-SP), chegou a sair da sala durante a participação dele, irritado.
Separados na mesa por Tuma, Arruda e ACM raramente se olhavam. Quando um falava, o outro abaixava os olhos. O plenário, em silêncio quase absoluto, não esboçava reação. A intervenção de Peres mudou bastante os ânimos da comissão. Gestos de aprovação de Pedro Simon (PMDB-RS), Heloisa Helena (PT-AL) e Roberto Freire (PPS-PE) marcavam as perguntas do senador que exploravam as deficiências da defesa de ACM e Arruda.
Confrontado com a resposta do ex-presidente do Senado de que ele soube da fraude no painel só depois de receber o laudo da Unicamp, Peres cortou rispidamente o ex-presidente do Senado: Mas como o sr. não sabia, se tinha visto uma lista?. Neste momento, Braga, que estava de lado para a audiência, virou-se em direção aos senadores, sorrindo. Simon, no fundo da sala, levantou os braços, irritando ACM, que disse a ele para manifestar-se na sua vez. Freire foi outro que demonstrou aprovação.
Após sua fala, Peres deixou a sala. Não tenho mais nada a fazer aqui, estou indignado com as respostas dadas pelos senadores, afirmou, dizendo que a abertura de processo de cassação era a única saída. A acareação começou e terminou com o Jefferson. Não havia mais nada que eu pudesse perguntar ali, disse Casildo Maldaner (PMDB-SC).


