Oposição consegue 31 assinaturas para convocar Delazari
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quarta-feira, 07 de outubro de 2009
Catarina Scortecci<br>Equipe da Folha 
Curitiba - A liderança da base aliada do governo do Paraná na Assembleia Legislativa do Estado levou um susto ontem. A bancada da oposição conseguiu reunir 31 assinaturas de apoio a um requerimento para convocar o secretário de Estado da Segurança Pública, Luiz Fernando Delazari. Desde junho, a oposição tenta chamar Delazari para falar dos problemas da área. Com a negativa da liderança da base aliada, contudo, a oposição nunca teve força para obrigar a presença do secretário. Em agosto, o mesmo pedido da oposição foi rejeitado pela maioria. O requerimento de ontem surge na esteira da chacina ocorrida no último sábado em Curitiba, quando oito pessoas foram mortas nas vilas União e Icaraí, no bairro Uberaba.
A repercussão negativa do caso fez com que o requerimento da oposição recebesse apoio até mesmo de integrantes da base aliada. Entre as 31 assinaturas, estão sete peemedebistas: Luiz Eduardo Cheida, Jonas Guimarães, Reinhold Stephanes Júnior, Nereu Moura, Edson Strapasson, Dobrandino da Silva e Mário Roque. Membros da bancada do PT também assinaram a convocação do secretário Delazari: Péricles de Melo, Elton Welter, Professor Lemos e Tadeu Veneri.
Completam a lista o líder da oposição, Élio Rusch (DEM), Plauto Miró (DEM), Marcelo Rangel (PPS), Reni Pereira (PSB), Ney Leprevost (PP), Antonio Belinati (PP), Luiz Accorsi (PSDB), Pastor Edson Praczyk (PRB), Rosane Ferreira (PV), Mauro Moraes (PSDB), Augustinho Zucchi (PDT), Felipe Lucas (PPS), Douglas Fabrício (PPS), Valdir Rossoni (PSDB), Durval Amaral (DEM), Luiz Nishimori (PSDB), Ademar Traiano (PSDB), Neivo Beraldin (PDT), Chico Noroeste (PR) e Fernando Scanavacca (PDT).
Um requerimento que obriga a presença de uma autoridade no Legislativo só pode ser apresentado se houver o apoio de no mínimo 28 parlamentares, de um total de 54. O requerimento ainda tem que enfrentar uma votação no plenário.
O líder da base aliada, Luiz Cláudio Romanelli (PMDB), disse que o problema é que uma convocação do tipo poderia ser transformada numa quebra de braço com a oposição. Só querem chamar o secretário para satisfazer a fogueira das vaidades, disse ele. Ontem, Romanelli pediu vistas do requerimento, adiando sua votação para o dia 13. Até lá, ele deve tentar convencer os aliados a retirarem suas assinaturas do requerimento. Romanelli também não descartou a possibilidade de marcar uma data para que Delazari compareça voluntariamente à Casa, para prestar contas sobre a área de segurança pública.
O deputado estadual Alexandre Curi (PMDB) defende tese semelhante. Para ele, a oposição quer se aproveitar do episódio da chacina em Curitiba. Não podemos deixar que a oposição surfe num momento assim. Temos consciência do problema, que já vem de 20, 30 anos atrás.
A ideia não é antecipar a questão eleitoral. É que um debate sobre a segurança pública é fundamental. As pessoas nas ruas nos cobram dados, informações sobre o assunto, argumentou o deputado estadual Augustinho Zucchi (PDT). Já o tucano Valdir Rossoni disse que se trata também de uma oportunidade para questionar situações: Por que não funciona o IML de Guarapuava? Por que a maioria das cidades paranaenses não tem delegado? Não vamos aceitar que se construa um aparato de proteção para ele. Ele deve ser questionado sim. Estamos indignados com o caos na área de segurança pública.
Há cerca de um ano, após insistência da oposição, Delazari foi ao Legislativo, mas a interpelação não ocorreu no plenário. O secretário conversou só com um grupo de parlamentares.


