Curitiba - A bancada de apoio ao governador Roberto Requião (PMDB) na Assembléia Legislativa novamente enfrentou dificuldades para aprovar a mensagem que permite a Copel participar de três consórcios para a construção e gerenciamento de linhas na bacia do rio Iguaçu. Pela terceira vez consecutiva os deputados de oposição tentaram impedir a votação da mensagem enviada pelo governador. A votação decisiva do projeto só deve ocorrer na sessão de hoje, após o líder do governo Natálio Stica (PT) concordar ontem em realizar uma reunião entre os deputados e diretores da Copel para que os pontos polêmicos da mensagem sejam esclarecidos.
A mensagem do governo foi incluída na pauta de votações às pressas após o fim do segundo turno das eleições. Segundo o líder do governo, Natálio Stica, a pressa se deve aos prazos legais que devem ser seguidos para que a Copel possa participar dos consórcios. A estatal obteve o direito de construir e gerenciar as linhas de transmissão através de um leilão, mas caso a autorização da Assembléia para que a estatal oficialize o consórcio não seja concedida até o dia 30 de novembro o resultado do leilão pode ser anulado.
O principal ponto questionado pela oposição refere-se à participação acionária da Copel nos consórcios. Uma lei estadual proposta pelo próprio Requião prevê que a Copel obrigatoriamente tenha a maioria das ações em todos os consórcios que a estatal venha a firmar com a iniciativa privada. Entretanto, em apenas um deles a Copel é majoritária, com 80% das ações: o Consórcio Gralha Azul, que tem a estatal controlada pelo governo federal Eletrosul como parceira com 20% das ações. Nos consórcios Artemis e Uirapuru, onde a Copel é parceira da Eletrosul, da empresa espanhola Cymi e da Santa Rita Engenharia a estatal tem respectivamente 31,66% e 5%.
Hoje uma emenda deve ser apresentada retirando a Copel do Consórcio Uirapuru. A participação no consórcio Artemis, porém, é defendida pelo líder do governo. ''Se somarmos os 31,66% da Copel mais os 31,66% da Eletrosul, que também é estatal, o poder público fica majoritário no empreendimento'', explicou Stica.

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