Oposição aumenta força e presença no Congresso
O deputado federal Paulo Bernardo (PT), um dos prováveis reeleitos pela região de Londrina, acredita que a bancada de oposição no Congresso vá sofrer um acentuado reforço na próxima legislatura. Bernardo avalia que seu partido deve ter 20 deputados a mais em 99 - chegando a uma bancada de 70. O PCdoB, tradicional aliado do PT nas votações do Congresso, deve repetir a sua bancada, o mesmo ocorrendo com o PSB.
O povo provou que quer oposição, disse Bernardo ao analisar os resultados parciais desta eleição. Para o Senado, o PT deve contar com 10 integrantes. O crescimento das oposições pode obrigar o presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), se reeleito, a acelerar o processo de reformas, principalmente a tributária, com aumento dos impostos, o que é exigido pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), aponta o deputado. FHC aproveitaria este tempo que tem até a posse dos novos deputados para acionar o rolo compressor composto por seus aliados na Câmara, que lhe dão ampla maioria nas votações.
Paulo Bernardo critica a atuação dos institutos de pesquisas que não conseguiram medir com eficiência as intenções de voto, principalmente dos candidatos na proporcional. Seria uma boa hora para estes institutos explicarem a razão de errarem tanto, disse.
Segundo Bernardo, o PT demonstrou que cresceu nesta eleições, principalmente no Paraná, com a candidatura do deputado Nedson Micheleti para o Senado. Micheleti pode conseguir ultrapassar a barreira de 1 milhão de votos, marca nunca atingida por um petista no Estado. Com estes números, Nedson está credenciado a organizar e dirigir o partido no Paraná, afirmou Bernardo.
Partido Para Nedson, o PT demonstrou um aumento real na sua representatividade no Paraná. Nós temos que transformar agora este desempenho num crescimento orgânico do partido, avalia. Para ele, o PT, que está organizado em 257 municípios, tem que se preparar melhor ainda para a eleições municipais de 2000.Arquivo FolhaPaulo Bernardo: O povo provou que quer oposiçãoJosé Fernando da Silva





