O deputado Caíto Quintana (PMDB) foi empossado, na manhã de ontem, presidente da Assembléia Legislativa. Com isso, a oposição passa a comandar a Casa até que o presidente eleito, Hermas Brandão (PTB), assuma o cargo no início dos trabalhos, no dia 15 de fevereiro.
Quintana ocupava o cargo de 1º vice-presidente e assumiu a presidência no lugar de Nelson Justus (PTB), que a partir da próxima segunda-feira estará dando expediente na Secretaria dos Transportes.
Quintana sabe o que o aguarda nas próximas semanas: terá que tratar das demissões dos funcionários celetistas da Assembléia, que promete ser o ponto mais delicado de sua breve gestão (matéria ao lado).
O deputado não espera problemas de relacionamento com o Palácio Iguaçu. Ele avisou que a relação com o Poder Executivo será ‘‘puramente institucional, de poder para poder’’. ‘‘O que o Executivo nos solicitar será cumprido no prazo’’, resumiu. Quintana disse que, pelo menos por enquanto, não há encontro marcado entre ele e o governador Jaime Lerner (PFL). Ele descartou ainda a possibilidade de sessões extraordinárias durante o recesso.
O deputado Orlando Pessuti (PMDB), líder da bancada de oposição, disse que durante a gestão de Quintana os deputados vão buscar agilizar o recebimento de alguns pedidos de informações feitos pela Assembléia, relativos à privatização da Copel e aos Jogos Mundiais da Natureza. Pessuti avisou que a oposição vai investir pesado nas discussões em torno da venda da Copel, retomada pelo governo do Estado com a publicação do edital de licitação para contratar as empresas que farão a modelagem e definição do preço de venda da empresa de energia.
Segundo Pessuti, a privatização de estatais como a Copel e o Banestado é um erro. ‘‘Que saldo o governador vai deixar no final do mandato? Uma dívida dez vezes maior, estatais a menos e rodovias pedagiadas?’’, questionou. Pessuti comentou que a dívida no Paraná aumentou de R$ 1,4 bilhão para R$ 14 bilhões durante a gestão de Lerner.

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