Curitiba - O líder da Oposição na Assembléia Legislativa, Valdir Rossoni (PSDB), confirmou ontem que parlamentares estão discutindo a possibilidade de propor uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar supostas irregularidades nos contratos estabelecidos entre a Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar), do Governo do Estado e empresas que prestaram serviços ao órgão. O assunto estará na pauta de uma reunião da próxima segunda-feira.
A CPI seria necessária, segundo Rossoni, porque as declarações do presidente do Conselho Administrativo da Sanepar, Pedro Henrique Xavier, e do presidente da Sanepar, Stênio Jacob, ''foram contraditórias'', durante a audiência pública da última quinta-feira, na Assembléia. A cúpula da Sanepar foi chamada pelos parlamentares para esclarecer os aditivos concedidos a uma empresa responsável pela execução de obras no Litoral. Os aditivos foram concedidos a partir de um contrato estabelecido entre a empresa e a Sanepar em 2002, na gestão do então governador Jaime Lerner.
Rossoni afirma que Pedro Henrique Xavier teria dado a entender que o Conselho Administrativo da Sanepar - quando conduzido pelo ex-procurador geral do Estado Sérgio Botto de Lacerda - autorizou os aditivos à empresa sem questionar sua real necessidade. Já Jacob confirmou os dados divulgados pela engenheira Cristiane Schwanka durante a audiência pública. O valor do contrato era de R$ 69 milhões - valor que passou a R$ 113 milhões com os aditivos concedidos de 2002 até 2006. A engenheira afirma, porém, que o valor do contrato hoje ficaria em R$ 133 milhões.
O líder do Governo, Luiz Cláudio Romanelli (PMDB), afirma que não há necessidade de CPI. ''Ali é uma fogueira das vaidades (relação entre PHX e Sérgio Botto de Lacerda). Divergências pessoais não podem se tornar motivo de CPI. As explicações que foram dadas pela área técnica da Sanepar (declarações da engenheira) têm começo, meio e fim. Se ainda há alguma dúvida, a oposição deve me passar por escrito que nós respondemos'', disse o peemedebista. Para que uma CPI seja instalada é necessário o apoio de 18 parlamentares.

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