Oposição aposta em apuração para instaurar CPI
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 27 de maio de 2011
Gabriela Guerreiro e Larissa Guimarães <br> <br> Folhapress 
Brasília - A decisão do Ministério Público de abrir inquérito para investigar a evolução patrimonial do ministro Antonio Palocci (Casa Civil) deu fôlego à oposição para tentar instalar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) no Congresso com o objetivo de investigar o petista.
Senadores de DEM e PSDB acreditam que as investigações vão apontar ''fortes indícios'' de irregularidades na evolução do patrimônio do ministro - o que levará senadores governistas a assinar o pedido de CPI.
''Temos senadores que prometeram assinar a CPI na dependência das respostas que o ministro der à Procuradoria. A CPI pode colaborar com o Ministério Público porque tem poderes para quebrar sigilos mais rapidamente'', disse o líder do PSDB no Senado, Alvaro Dias.
A oposição reuniu 18 das 27 assinaturas necessárias para a instalação da CPI no Senado. Há a promessa de dissidentes do PMDB assinarem o pedido, assim como outros governistas menos alinhados com o Planalto.
Anteontem, o Senado havia divulgado a adesão de 20 senadores, mas o senador Clésio Andrade (PR-MG) retirou seu apoio e Itamar Franco (PPS-MG) está internado e ainda não oficializou a assinatura, mas a oposição já conta com seu nome.
Apesar de a oposição defender uma CPI mista, com deputados e senadores, Alvaro afirmou que a comissão será criada no Senado se a Casa conseguir primeiro reunir as 27 assinaturas. Na Câmara, foram reunidas, até agora, 100 das 171 necessárias.
O líder do DEM na Câmara, ACM Neto (BA), adiantou que há até assinaturas de deputados da base aliada, mas o trabalho de convencimento será maior daqui para frente.
''Ainda tenho a esperança de que a CPI é possível, mas será um processo difícil.''


