Curitiba - As supostas irregularidades na ParanaPrevidência voltaram a dominar as discussões no plenário da Assembléia Legislativa do Paraná, ontem à tarde. A principal dúvida dos deputados diz respeito aos repasses previstos em Lei, que supostamente não estariam sendo realizados pelo governo estadual. O líder da oposição na Casa, deputado estadual Valdir Rossoni (PSDB), afirmou que irá ingressar na Justiça, na próxima quinta-feira, com uma ação popular com o objetivo de obrigar o governo a recolher os recursos.
Rossoni afirma que o Estado não vem cumprindo com o que está previsto em Lei, e o débito do Executivo com a instituição - criada em 1998 para administrar o fundo referente aos recursos para a aposentadoria de todos os servidores estaduais ativos e inativos - estaria próximo a R$ 1,4 bilhão.
O líder do governo, deputado estadual Luiz Cláudio Romanelli (PMDB), reagiu dizendo que não há dívida alguma e nenhum servidor está com a aposentaria ameaçada. Apesar das explicações, o deputado considera desnecessária a audiência pública que estava prevista para a próxima quarta-feira, quando os diretores do fundo responderiam às perguntas dos deputados. ''Eu entendo que é necessário esclarecer. Mas, vir aqui para fazer debate político é questionável.''
Segundo Romanelli, a folha total de pagamento dos servidores aposentados é de aproximadamente R$ 195 milhões mensais. O governo repassaria diretamente do tesouro R$ 168 milhões, além de mais cerca de R$ 25 milhões referente as contribuições patronal e dos servidores para a aposentadoria futura. Ainda de acordo com o deputado, a instituição possui cerca de R$ 4 bilhões aplicados em fundos, que garantiriam a aposentadoria dos servidores na ativa.
O pemedebista admite que existe um passivo de R$ 796 milhões, que deveriam ter sido pagos mensalmente a partir de 2005. Ele alega, no entanto, que esses valores são questionáveis, uma vez que o governo estaria assumindo pagamentos diretos, como aposentadorias antecipadas, e portanto quitando estes valores.

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