Curitiba - O líder da oposição na Assembléia Legislativa, Valdir Rossoni (PSDB), ameaçou ontem propor a ''convocação'' do secretário de Estado de Segurança Pública, Luiz Fernando Delazari, o que tornaria sua presença obrigatória na Casa. Os membros da comissão permanente de Segurança Pública da Casa já conseguiram aprovar um ''convite'' a Delazari, para que ele esclareça aos parlamentares os números da criminalidade no Estado, mas até agora não há uma data marcada. ''Essa Casa tem que se impor como Poder. Conivência é descaso com a segurança da população'', reclamou Rossoni.
O líder do governo, Luiz Cláudio Romanelli (PMDB), garantiu ontem que Delazari aceitou o convite e que pretende marcar sua ida à Casa ainda durante o mês de abril.
Ontem, o tema violência novamente ganhou destaque nos discursos em plenário. Foi aprovado já em redação final um projeto de lei, de autoria do deputado Douglas Fabrício (PPS), que dispõe sobre a proibição, sob pena de multa, ''da venda de fardas e qualquer tipo de vestuário, bem como distintivos e acessórios da Polícia Federal, Civil e Militar e das Forças Armadas em estabelecimentos comerciais da Estado''.
Outra proposta relativa à segurança pública foi adiada a pedido do líder do governo. O deputado Tadeu Veneri (PT) retirou da pauta de anteontem seu projeto de lei que torna obrigatória a instalação de porta eletrônica de segurança nas agências dos Correios com banco postal. O projeto deve voltar à discussão na Casa só após a realização de oito sessões plenárias. Até lá, a idéia é organizar uma audiência pública para debater o assunto.

mockup