Curitiba - Logo após o presidente da Assembléia Legislativa, Nelson Justus (DEM), ter afirmado que não anularia o comunicado da Casa que trata da eleição de um novo conselheiro ao Tribunal de Contas (TC), a bancada da oposição anunciou que já estuda entrar com um mandado de segurança contra a realização da disputa. Alegando que faltam informações no comunicado, a oposição primeiro tentou pedir a anulação da eleição, o que foi negado ontem pelo presidente da Casa. ''Os comunicados sempre foram redigidos assim'', argumenta Justus. O líder da oposição, Valdir Rossoni (PSDB), afirma que, além do comunicado apresentar falhas, Justus estaria conduzindo o processo de maneira ''acelerada''.
A suposta pressa seria da bancada de aliados do governador Requião (PMDB), que tenta eleger o secretário de Estado da Educação, Maurício Requião, para o posto no TC. A votação está prevista para a próxima terça-feira. Hoje termina o prazo de inscrição para a disputa.
Ontem, Maurício Requião foi pessoalmente nos gabinetes para pedir votos. ''A pressa impede qualquer articulação. Os partidos têm que debater o assunto internamente. Amanhã (hoje) encerra o prazo e tem gente que nem sabe que a inscrição foi aberta'', alega Rossoni.
As inscrições para a vaga do TC foram abertas após a aposentadoria do conselheiro Henrique Naigeboren.

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