Oposição alega falta de informações sobre cartões
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quarta-feira, 16 de julho de 2008
Catarina Scortecci<br>Equipe da Folha 
Curitiba - A bancada da oposição na Assembléia Legislativa do Paraná ficou insatisfeita após receber do Tribunal de Contas (TC) do Estado a análise dos documentos relativos ao uso dos cartões corporativos no Executivo. Eles alegam que entre as 111 caixas de documentos enviadas pelo governo do Estado no final de maio, 92 não teria relação com as solicitações. A conclusão, divulgada ontem pelo líder da oposição, Valdir Rossoni (PSDB), foi tomada a partir de um relatório preliminar assinado por um técnico do TC, Alberto Martins de Faria. ''Chamamos um técnico do TC, alguém isento para analisar o assunto e agora descobrimos que temos um volume de papel que não serve para nada'', disse o tucano.
As caixas foram entregues pelo governo à oposição após determinação do Tribunal de Justiça (TJ) do Paraná. A oposição alega que encontrou dificuldades para obter informações, daí a opção por entrar com um mandado de segurança.
Rossoni havia pedido basicamente os valores gastos com o uso do cartão corporativo pela Governadoria, Vice-Governadoria, Casa Civil, pelas secretarias da Educação, da Cultura (incluindo Museu Oscar Niemeyer), da Comunicação, pela Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (APPA) e Companhia de Habitação do Paraná (Cohapar). Do material entregue pelo Executivo, apenas 17% teria alguma relação com o pedido da oposição e, mesmo assim, tais documentos precisariam ser complementados. A oposição informou que irá comunicar o TJ sobre a falta de documentos.
Em nota, via assessoria de imprensa, a Casa Civil informou que a avaliação técnica exposta pelo líder da oposição ''não incluiu a resposta da secretaria da Administração que acompanhou a documentação acomodada nas 111 caixas''. O governo do Estado, segundo a nota, teria explicado que a Cohapar, por exemplo, não se utiliza de cartão corporativo, pois é órgão da administração indireta.


