Oposição ainda tenta alianças no PR
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domingo, 24 de fevereiro de 2002
Maria Duarte Equipe da Folha 
Curitiba - Enquanto a equipe do Palácio Iguaçu debate-se em busca do nome ideal para suceder o governador Jaime Lerner (PFL), a oposição tenta costurar acordos com os pré-candidatos que já se lançaram. O problema está justamente em definir as coligações e unir a oposição, porque a tendência inicial é de apresentar candidaturas próprias.
A desistência do deputado estadual Ângelo Vanhoni de disputar o governo pelo PT colocou mais lenha na discussão. Vanhoni admitiu que a retirada de seu nome causou problemas ao partido. Seu nome tinha apoio, em função das eleições para Prefeitura de Curitiba, em 2000. Pela primeira vez, a eleição teve segundo turno na Capital. O PT perdeu para o PFL por uma diferença de apenas 26,5 mil votos válidos. Vanhoni estuda a possibilidade de tentar uma vaga no Senado. A definição, segundo ele, deve sair em maio ou junho.
O PT enfrenta ainda a tentativa de impugnação da pré-candidatura do deputado federal Padre Roque Zimmermann. Caso a pré-candidatura de Padre Roque não seja mantida, participarão das prévias apenas o secretário de Fazenda de Londrina, Paulo Bernardo que tem apoio do grupo ligado ao presidente estadual do partido, o vereador André Vargas, de Londrina e a professora universitária Milena Martinez.
O PMDB tem mostrado pressa na definição das alianças para as eleições de outubro. O presidente estadual do partido, senador Roberto Requião, esteve reunido na sexta-feira com um grupo de 25 prefeitos do Interior. Eles querem que as alianças sejam definidas o mais rápido possível. O PMDB deve começar a encaminhar propostas formais de coligações. Um dos alvos é o PDT, mas as negociações prometem ser bastante difíceis porque o partido já tem pré-candidato ao governo o senador Alvaro Dias. Requião ofereceu a vice ao PDT na chapa majoritária. Alvaro não perdeu a deixa e avisou, com ironia, que só não retribui o convite porque antes o partido quer fechar as coligações.
O PMDB também quer evoluir nas conversas com o PT. Caso o partido não tenha candidato próprio à sucessão de Fernando Henrique Cardoso (PSDB), a tendência é dar respaldo a Luiz Inácio Lula da Silva, presidente de honra do PT nacional. Mas os peemedebistas não estão dispostos a apoiar Lula sem uma contrapartida dos petistas, o que até agora não está acertado. Por isso, o PMDB quer estabelecer um prazo para um acordo com o PT.
Uma ala do PMDB defende ainda que se mantenham conversas com o PSDB, na tentativa de isolar o PFL. A possibilidade é considerada remota por outro bloco, já que o pré-candidato do PSDB ao governo é o vice-prefeito de Curitiba, Beto Richa. O deputado federal Rafael Greca (PFL) também colocou sua pré-candidatura na mesa.


