Brasília - Os partidos de oposição da Câmara e do Senado não conseguem se entender sobre a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) mista que vai investigar o mau uso dos cartões corporativos. Enquanto o DEM e o PSDB da Câmara defendem a indicação dos deputados de oposição que vão integrar a CPI, os dois partidos no Senado são favoráveis à criação de outra comissão de inquérito, formada exclusivamente por senadores. Divididos, os oposicionistas pretendem reunir-se hoje para tentar chegar a um consenso.
''Acho que o correto é apenas a CPI mista. Abrir mão da CPI mista é criar uma dúvida na sociedade de como será o comportamento da oposição. Não participar da CPI mista é dar uma impressão errada, não verdadeira'', afirmou o presidente do DEM, deputado Rodrigo Maia (RJ).
A cúpula do Democratas na Câmara defende que os partidos de oposição indiquem os integrantes para a comissão de inquérito, mesmo que o governo não concorde em dar um dos postos de comando da CPI para os oposicionistas. ''Se o governo não ceder um dos cargos de comando da CPI para oposição, isso não pode ser um dos motivos para não se entrar na CPI mista'', disse o novo líder do DEM na Câmara, deputado Antonio Carlos Magalhães Neto (BA).
No Senado, o discurso é diferente: a oposição quer um dos postos de comando da CPI mista. ''Não é uma questão fechada no partido. Concordamos com a CPI mista, mas podemos evoluir para uma CPI só do Senado'', argumentou o líder do DEM no Senado, José Agripino Maia (RN).

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