Oposição admite fim da CPI dos Cartões
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segunda-feira, 26 de maio de 2008
Ana Paula Scinocca<BR>Agência Estado 
Brasília - Sem sair do lugar, a CPI dos Cartões Corporativos está perto do fim. Embora oficialmente a oposição até fale em tentar prorrogar os trabalhos, nos bastidores a comissão é dada como enterrada. Para hoje, como numa última cartada, a oposição, ainda vai tentar a aprovação de requerimentos de convocação de mais supostos envolvidos na elaboração do dossiê de gastos sigilosos do governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB). Mas com maioria na comissão, os governistas, mais uma vez, devem garantir a não aprovação dos pedidos de novos depoimentos.
''O problema dessa CPI é que ela foi muito parecida com a 'CPI do Fim do Mundo' (apelido dado à CPI dos Bingos). Era para investigar cartão corporativo mas decidiu se investigar tudo. Quando há desvio do foco dá nisso'', afirmou a líder do PT no Senado, Ideli Salvatti (SC).
Líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), avaliou que as investigações da Polícia Federal sobre a confecção e o vazamento do dossiê estão mais adiantadas do que as da CPI. Disse ainda que uma possível prorrogação da comissão só teria sentido se fosse baseada em fatos concretos. Caso contrário, afirmou ele, não passa de motivação político-eleitoral. ''Quem tem de decidir isso é o plenário da CPI. Eu não faço parte. Isso é coisa do departamento de coveiro'', disse Jucá, ao ser indagado se a comissão estava prestes a ser enterrada.
Líder do DEM, o senador José Agripino Maia (RN), reconheceu que com uma minoria na CPI dificilmente a oposição conseguirá avançar na investigação.


