Oposição adia votação de repúdio
A bancada de oposição da Assembléia Legislativa, formada por 14 deputados, adiou a votação do repúdio ao presidente da Companhia Paranaense de Energia (Copel) e secretário da Fazenda, Ingo Hubert, para segunda-feira. O motivo foi a falta de quórum para aprovar o voto, já que apenas cinco oposicionistas estavam no plenário e o requerimento corria o risco de ser derrubado pela situação, em maioria.
Os deputados peemedebistas Orlando Pessuti e Nereu Moura decidiram apresentar o voto de repúdio em resposta à aprovação de uma moção de apoio e voto de confiança a Hubert, anteontem. O líder da oposição, Waldyr Pugliesi (PMDB), ficou irritado porque a homenagem foi incluída entre os requerimentos de forma sub-reptícia. A oposição cochilou e o voto de louvor, apresentado pelo vice-líder do governo, Ademar Traiano (PTB), acabou sendo aprovado por unanimidade. Esta Assembléia está virando uma arapuca. Esse tipo de manobra não se faz. Foi uma postura antiética, uma fraude e não concordamos com isso, criticou.
Traiano aproveitou o destempero do líder da oposição para alfinetar a bancada. Não tenho culpa se eles cochilaram, provocou. A oposição está desinformada. Protocolei o requerimento normalmente, pouco depois do início da sessão (14h30). O horário marcado pelo protocolo no requerimento um reconhecimento à excelência de Hubert à frente da Copel e da pasta da Fazenda é 16h34.
Para evitar que o episódio se repita, o presidente da Casa Hermas Brandão (PTB) determinou que sejam apresentadas três vias de cada requerimento, que serão distribuídas à mesa, oposição e situação. Ele não admite ser chamado de conivente com a atitude da liderança do governo. Sou o mais democrático possível.





