Curitiba - Um pedido de vista do deputado estadual Tadeu Veneri (PT) adiou ontem, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembleia Legislativa (AL), a votação do anteprojeto de lei que aumenta o capital social da Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar). Como a matéria tramita em regime de urgência na Casa, porém, nova reunião, desta vez extraordinária, foi convocada para hoje.
"Eu não entendo por que o governo está com esse estudo já há cerca de seis meses, mas manda o projeto para cá e tenta aprová-lo em 24 horas. Tudo leva a crer que não quer fazer o debate", disse o petista.
Conforme a proposta, a alteração ocorre mediante a emissão de ações preferenciais (sem direito a voto), que serão objeto de oferta pública inicial de distribuição. A operação já tinha sido anunciada pela empresa no último dia 24, em comunicado ao mercado. No entanto, como o Estado é acionista majoritário, o trâmite precisa ser autorizado também pela AL.
A assessoria de imprensa da Sanepar não informou a quantidade, nem o preço dos papeis a serem emitidos, por estar "submetida às rígidas regras de sigilo da CVM (Comissão de Valores Mobiliários)". Veneri disse, contudo, que com base nos estudos dos bancos Bradesco, BTG Pactual e Credit Suisse, é possível apontar um valor médio de R$ 13. "A ação hoje está sendo vendida a R$ 5,57. O governo recentemente entregou ações a R$ 12,75. Obviamente, se colocadas no mercado nesse valor, não terão comprador", afirmou, acrescentando que a situação poderia levar à diluição do capital da companhia e, consequentemente, ao aumento da tarifa.

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