Brasília - No dia seguinte à aprovação da proposta que prorroga a cobrança da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), a oposição acusa o governo de utilizar meios ilegítimos para conquistar o apoio dos aliados. Já os governistas reagem afirmando que são normais os pedidos encaminhados por integrantes da base que apóia o Palácio do Planalto.
O líder do PT na Câmara, Luiz Sérgio (PT-RJ), afirmou que as solicitações para a liberação devem ser vistas com normalidade. ''É um processo legítimo, os deputados encaminham as solicitações de emendas, que serão analisadas. Isso está dentro de um procedimento no dia a dia'', disse.
Segundo o líder do PR na Câmara, Luciano Castro (RR), o apoio de sua bancada para garantir a aprovação da CPMF deve ter como retorno não só a liberação de emendas, mas também a indicação de nomes do partido para cargos no governo. Atualmente o PR tem um ministro no governo - Mangabeira Unger, na Secretaria de Planejamento de Assuntos de Longo Prazo.
A oposição criticou a ação do governo. Para o líder do PSOL na Câmara, Chico Alencar (RJ), não é legítimo o modo de o governo conduzir a relação com os aliados.
''O subterrâneo da sessão secreta tem procedimentos que o sustentam. Não é legítimo o 'toma lá dá cá'. A escolha de pessoas para ocuparem cargos de confiança, por exemplo, tem de obedecer critérios profissionais'', disse Alencar.
O deputado Luiz Carlos Hauly (PSDB-PR) ocupou a tribuna também para reclamar da maneira como o governo agiu ontem durante a votação da CPMF. ''Quando este governo quer aprovar algo move céus e terra. A base constrangida votou a CPMF'', afirmou o tucano.

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