Brasília - Para a oposição, a responsabilidade é do governo, que abusa no uso desse instrumento. ‘‘É impossível aprovar um volume tão grande de MPs’’, reclama o líder da minoria na Câmara, José Carlos Aleluia (PFL-BA). ‘‘O governo poderia ser mais parcimonioso, mas a Câmara também atrasa as votações’’, rebate o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR).
  Os atrasos na Câmara têm repercussão no Senado. A Casa raramente consegue cumprir os prazos previstos em suas normas, pelos quais as MPs devem ser enviadas aos senadores em seu 28º dia de vigência.
  Na maioria dos casos, elas chegam ao Senado com mais de 45 dias de vigência e travando a pauta de votações. Lá, acabam sendo debatidas e votadas a toque de caixa, o que prejudica a qualidade das discussões.(S.F./AE)

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