Oposição acusa constrangimento
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sexta-feira, 02 de novembro de 2007
Angela Pinho<BR>Folhapress 
Brasília - Senadores de oposição acusaram o governo de ''constranger'' os parlamentares da Casa a aprovar a CPMF ao vincular o aumento de repasses à saúde à aprovação do imposto.
A Câmara aprovou projeto de regulamentação da emenda constitucional 29 que prevê um adicional ao setor de R$ 24 bilhões ao longo dos próximos quatro anos. O texto, proposto pelo governo, diz que esse valor virá da CPMF. O projeto tem que ser votado no Senado.
Aprovada na Câmara, a prorrogação do imposto do cheque até 2011 também ainda tem de passar pelo Senado. O aumento dos repasses à saúde faz parte da estratégia do governo para angariar votos de tucanos.
''O que foi aprovado ontem não passa de uma farsa para constranger os senadores a aprovar a CPMF'', disse a senadora Kátia Abreu (DEM-TO). ''Isso se chama coação.'' Ela é relatora da proposta que prorroga a CPMF e já declarou que vai propor o fim do tributo.
A líder do governo no Senado, Ideli Salvatti (PT-SC), desqualificou os ataques referindo-se à visita de Abreu, que é ligada à bancada ruralista, à fazenda da empresa Pagrisa, onde fiscais do governo haviam detectado trabalho escravo. ''É uma senadora que já teve posições bastante polêmicas, que já disse que o conceito de trabalho escravo é diferente de acordo com a região. Ela está cometendo uma injustiça'', disse.
Demóstenes Torres (DEM-GO) classificou a regulamentação da emenda 29 como ''espécie de golpe'' para forçar a aprovação da CPMF.


