Curitiba - A bancada da oposição na Assembleia Legislativa do Paraná sofreu mais uma derrota ontem na Comissão de Tomada de Contas, que tem competência para aprovar ou não as contas do governo do Estado. O parecer do deputado estadual Edson Strapasson (PMDB), no qual as contas de 2006 do Executivo são aprovadas, recebeu apoio do tucano Francisco Buhrer e voto contra dos parlamentares Douglas Fabrício (PPS) e Reni Pereira (PSB). Em função do empate, coube ao presidente da Comissão de Tomada de Contas, Duílio Genari (PP), o ''voto de minerva'', a favor do governo do Estado.
O voto do pepista, contudo, nem seria necessário se o líder da oposição, Élio Rusch (DEM), não tivesse faltado à reunião. Rusch é suplente do deputado Plauto Miró (DEM) dentro da Comissão de Tomada de Contas, mas já tinha assumido o papel de titular na reunião anterior. Por 3 votos a 2, portanto, foi dado o ''aval'' ao parecer pela aprovação das contas de 2006, que agora segue ao plenário.
Não é a primeira vez que a Comissão de Tomada de Contas analisa um parecer relativo ao exercício de 2006. O presidente do grupo tinha primeiro designado Reni Pereira (PSB) como o relator das contas de 2006, e também de 2008. Reni recomendou a reprovação das duas contas, mas seu parecer não foi acatado pela maioria do grupo. Daquela vez, Reni e Rusch estavam presentes na reunião, mas o pepessista Douglas Fabrício, que poderia fazer diferença na votação, não compareceu.
''Se ele (Roberto Requião) fosse um prefeito de município, ele com certeza estava com as contas reprovadas'', alfinetou Reni, que, para fazer seu parecer contrário às contas dos dois anos levou em consideração a análise feita pelo Tribunal de Contas (TC) do Estado. ''O TC apontou apropriação de recursos de ICMS e IPVA dos municípios. Eles também não demonstraram onde utilizaram a verba para publicidade. E irregularidades detectadas em 2006 se repetem nas contas de 2008'', afirma Reni.
Mas, como o parecer do Reni foi rejeitado naquela ocasião, o presidente do grupo designou um novo relator para as contas de 2006 e 2008, Edson Strapasson (PMDB). O peemedebista, contudo, só apresentou até agora o parecer relativo a 2006. Ele pediu mais tempo para analisar as contas de 2008.

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