Enquanto PT e PMDB não se entendem, o PDT está articulando uma grande frente com o PSDB, PP, PFL e PSB, que pode lançar o senador Osmar Dias (PDT), para disputar o governo do Estado em 2006.
''Estamos trabalhando com prioridade para construir essa aliança. Vamos conversar com outros partidos como PL e PPS. Como apoiamos o PSDB em Curitiba nestas eleições, conversamos a respeito de um possível apoio em 2006. Houve esse entendimento mas é claro que o PSDB tem o direito de tomar uma decisão diferente'', afirmou Osmar.
O senador disse que espera reciprocidade do seu irmão, o também senador Alvaro Dias (PSDB), que foi derrotado no segundo turno das eleições em 2002 por Roberto Requião (PMDB). ''Tenho ouvido de muitos segmentos que desejam um projeto novo na política do Paraná e manifestam apoio ao meu nome. Quanto ao Alvaro, compreendi a decisão dele em 2002 (de sair candidato), o apoiei e entendo que ele fará que o mesmo em relação a mim.''
Na análise de Alvaro, ainda é cedo para articulações em torno de alianças e nomes que deverão estar na disputa. ''Tenho visto declarações que o partido deva ter candidato próprio. É muito cedo. Nunca vi em nenhum outro pleito articulações tão precoces. Não condeno, é legítimo, mas creio que muita água vai passar debaixo da ponte'', declarou. ''Além disso, está em votação no Congresso, a reforma política, que prevê a verticalização e em que os estados não poderão formalizar alianças antes de conhecer a nacional. Acho que o partido não vai se precipitar'', afirmou.
Alvaro não adiantou se deseja disputar o governo do Estado ou apoiar a candidatura de Osmar. ''(A candidatura) não depende do meu interesse. Depende do interesse popular em primeiro lugar. Qualquer que seja a tendência me oriento pela opinião pública. (O apoio a Osmar) depende do meu partido. É um assunto delicado por se tratar de irmãos mas imagino que qualquer decisão passa pelos partidos'', concluiu.

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