Brasília - O líder do PFL na Câmara, Inocêncio Oliveira (PE), disse ontem que suspeita que a origem das denúncias sobre suposto esquema de arrecadação de propina dentro do PT tenha sido motivada por razões de inimizade entre o ex-prefeito Celso Daniel e seu irmão, João Francisco Daniel, autor das acusações. Apesar da suspeita, Inocêncio defendeu a necessidade de apuração das acusações, mas sem pré-julgamentos. ‘‘A denúncia é séria e muito grave. Por ter cunho de inimizade pessoal e disputa política entre irmãos é pior’’, afirmou.
O presidente da Câmara, Aécio Neves (PSDB-MG), também é de opinião que as denúncias devem ser investigadas, mas defendeu que o tema tem de ser tratado com cuidado. Neves disse ser contrário ao clima de ‘‘denuncismo’’.
O candidato da Frente Trabalhista a presidente, Ciro Gomes (PPS-PDT-PTB), afirmou ontem ontem, em Vitória, não ter ‘‘a menor dúvida de que são as forças políticas ligadas à candidatura de José Serra (PSDB)’’ que estão por trás da denúncia. Ele acrescentou que Lula é ‘‘sério’’, mas que as acusações devem ser apuradas com rigor, com a garantia de direito de defesa aos envolvidos, ‘‘como determina um Estado de democrático de direito’’.
Já Paulo Pereira da Silva, o Paulinho, candidato a vice de Ciro, que estava em Curitiba, disse acreditar ser apenas o ‘‘começo’’ o aparecimento de denúncias sobre recebimento de propinas na prefeitura de Santo André. ‘‘Acho que tem mais coisa’’, afirmou. ‘‘Tem muito diz-que-diz.’’

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