Representantes de alguns setores da sociedade civil organizada de Londrina se manifestaram ontem quanto aos gastos mensais dos vereadores, estimados em R$ 242 mil. Divulgado na edição de domingo da Folha, o valor considera não apenas o salário bruto de R$ 6.923,63 de cada um dos 21 parlamentares, como o de mais dois assessores, além de cotas de xerox, correio e telefone.
Para o presidente da Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil), David Dequêch, o montante que, junto com outras despesas da Câmara, consome anualmente mais de R$ 10 milhões do orçamento municipal para 2003 , o custo é justificável, independentemente do número de parlamentares. ''O que vale é o trabalho que eles desempenham, não o quanto isso custa. Afinal, esse é o valor da democracia'', acredita.
Já para o presidente da Associação Médica de Londrina (AML), Aparecido José de Andrade, tanto o número de vereadores quanto os salários são ''exagerados''. ''Há os políticos mais sérios, mas, no geral, não tem necessidade de tanta gente para uma cidade do porte de Londrina. É muito gasto'', alega.
O presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Londrina (Sincoval), Uzier de Carvalho, também considera os mais de R$ 242 mil mensais um pouco demais para o contribuinte londrinense. Contudo, ele ainda acha que está de acordo com o que os vereadores têm feito por Londrina. ''Aprovar a lei que transferiu os camelôs para o Shopping Popular foi ótimo, mas o centro mereceria ser melhor cuidado. Se a Câmara é fiscalizadora, tem de ver que iluminação e segurança estão fazendo falta'', frisou.

mockup