OPINIÃO DO LEITOR
Revolução Milho Verde
Existe em quase todas as cidades do País, um problema crônico. Trata-se dos terrenos baldios que servem de criatórios de cobras, aranhas e escorpiões não esquecendo os famosos borrachudos que infernizam nossas noites. Existe solução? Claro, que existe, e muito simples, barata e funcional. Copiando a Roma Antiga, formariam-se decúrias ou equipes de trabalho, lideradas por um decurião e centralizadas na prefeitura onde também funcionaria um "centurião" responsável (organizador de mapas e acompanhante dos trabalhos). Cada equipe tomaria conta de um determinado trecho da cidade e plantaria apenas milho. A "Revolução Milho Verde" além de embelezar a cidade, daria emprego para dezenas de pessoas. Os terrenos seriam cercados com arame farpado. Um portão rústico também feito com o próprio arame impediria a entrada de bichos ou mesmo pessoas desocupadas. A semana do milho verde seria comemorada com grande pompa e seriam distribuídos prêmios às melhores equipes. Como seria o trâmite com o dono do terreno? Também muito simples. O terreno seria entregue junto com o pedido de alvará de construção.
WELLINGTON AMARAL SAMPAIO (administrador) Londrina
Não dá para entender
Os seres humanos são chamados de racionais, certo? Então, por que, mesmo diante de evidências claras, praticam atos contrários a sua própria natureza. É o caso típico das bebidas alcoólicas. Está sobejamente provado que elas são altamente prejudiciais à saúde, além de extremamente nocivas ao comportamento humano, provocando brigas, desentendimentos, desastres (não só no trânsito). A ciência já provou que não é bebendo com moderação que se elimina os malefícios causados pelo álcool. Isso está claro quando se estabeleceu o limite zero para motoristas que bebem e dirigem. Então, por que seres considerados racionais continuam bebendo essa droga tão prejudicial? A resposta clara é: porque vicia e torna cada consumidor um escravo do vício, em menor ou maior proporção. A indústria destrutiva das bebidas alcoólicas agradece a cada ser humano racional que bebe e que também se torna um contribuinte cativo a engordar seus lucros! Quando as autoridades tomarão medidas realmente sérias enfrentando essa indústria destrutiva, como fizeram em relação ao cigarro? Ou será que a arrecadação de impostos (e que tais!) justifica a perda da saúde e de muitas vidas dos incautos (ou nem tanto) usuários de bebidas alcoólicas?
EDGAR BAER (advogado) - Londrina
Papa ou super-herói?
Para tentarmos compreender o que se passa na cabeça das pessoas, uma forma muito simples é nos colocarmos no lugar delas. No caso da renúncia do papa Bento 16, basta você se imaginar com 85 anos, tendo um marcapasso no corpo e a responsabilidade imensa de liderar os católicos do mundo. Às vezes exigimos dos outros o que nós mesmos não praticamos ou assumimos. Responsabilidade e dignidade também significa lucidez para decidir por uma renúncia e abrir mão do poder. Maior que tudo isto é a humildade em pedir desculpas pelos erros cometidos. Vamos rezar pela saúde de Bento 16. Afinal, às vezes esquecemos que ele é um ser humano e não um super-herói.
AMARILDO PASINI (engenheiro agrônomo) - Londrina
Balada segura
Louvável a iniciativa da Associação Brasileira de Bares e Casas Noturnas (Abrabar) de criar o selo "Balada segura" para identificar as casas que atuam em conformidade com a legislação. Um item que não deveria ser esquecido é o do som ambiental. É praticamente impossível alguém ficar exposto a tanto barulho, por uma ou mais horas, sem sofrer consequências, muitas das vezes irreversíveis de perdas progressivas na audição. Os DJs e os "técnicos" de som deveriam conhecer melhor a legislação e disporem de um decibelímetro e serem convenientemente treinados para monitorarem adequadamente o nível sonoro em frente às caixas acústicas (onde estão os espectadores) em cinemas, boates, clubes, restaurantes, alguns templos religiosos e outros locais de apresentação com som.
MÁRIO JORGE TAVARES (especialista em Administração e Telecomunicações) - Londrina
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