Curitiba - A Polícia Federal (PF) prendeu ontem, em São Paulo, João Procópio Junqueira Pacheco de Almeida Prado, suspeito de gerenciar contas do doleiro Alberto Youssef na Suíça. As autoridades daquele país bloquearam no final do mês de maio US$ 5 milhões em contas ligadas a Prado que, segundo as investigações da operação Lava Jato, atuava como um dos "operadores" do mega esquema de lavagem de dinheiro comandado pelo doleiro londrinense.
O mandado de prisão foi cumprido atendendo a um pedido feito pelo Ministério Público Federal (MPF) do Paraná. Além disso, pelo menos três mandados de busca e apreensão e um mandado de condução coercitiva também foram cumpridos na capital paulista.
Em cooperação com as autoridades da Suíça, o MPF identificou US$ 28 milhões em contas, sendo que US$ 23 milhões teriam como beneficiário Paulo Roberto Costa (ex-diretor da Petrobras); e os US$ 5 milhões restantes estariam distribuídos em contas que eram movimentadas pelos familiares de Costa e pelo suspeito que mantém ligações com Youssef. Segundo as investigações, estas contas seriam alimentadas com recursos desviados durante as obras de construção da refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco.
João Procópio deve ser transferido para Curitiba nos próximos dias. Ele está entre os indiciados citados nos quatro primeiros inquéritos da Lava Jato, mas ainda não foi denunciado pelo MPF.

Foragida
A PF também prendeu ontem uma das pessoas que ainda estavam foragidas desde que a Lava Jato foi deflagrada, no final de março. Iara Galdino da Silva estava com o mandado de prisão em aberto, acabou sendo detida em São Paulo, e também será encaminhada para Curitiba. Segundo a denúncia do MPF, ela é considerada "braço-direito" de Nelma Kodama, uma das doleiras detidas na operação da PF, e era "a principal administradora de empresas de fachada e responsável pela execução das transações financeiras ilegais".

mockup