Curitiba - A juíza da 3 Vara da Fazenda Pública de Curitiba, Josély Dittrich Ribas, deve divulgar nesta semana sua defesa contra as acusações feitas pelos procuradores do Departamento de Estradas de Rodagem (DER), que a acusam de favorecer a concessionária de pedágio Ecovia. O DER protocolou na Corregedoria do Tribunal de Justiça (TJ) um pedido de responsabilização da juíza, que havia proferido decisões contrárias ao governo estadual na disputa contra as concessionárias.
A representação baseia-se principalmente no fato da juíza não ter aberto o prazo legal para que o DER recorresse da decisão desfavorável. A polêmica começou no dia 17 de novembro, quando o DER pediu à Justiça Estadual uma liminar para suspender os reajustes tarifários pretendidos pela Ecovia. Segundo o pedido de responsabilização do DER, antes mesmo dos documentos serem autuados na 3 Vara da Fazenda os advogados da Ecovia já haviam conseguido uma cópia dos argumentos iniciais do governo do Estado.
Após receber os autos, Josély afirmou que a competência para julgar o feito seria da Justiça Federal, e não da estadual. Os procuradores do DER alegam que foram à 3 Vara da Fazenda tentar uma cópia da decisão da juíza para instruir o recurso, mas que Josély teria determinado por telefone que não se disponibilizasse o material para os representantes do governo, posteriormente determinando a remessa dos autos para a Justiça Federal antes do prazo previsto em lei para a interposição de recursos.
A decisão de Josély acabou sendo reformada pelo TJ em dezembro. Ao receber os autos de novo com a decisão do TJ, a juíza se declarou impedida para julgar o feito.

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